Pamela Reed e Matthew Rader é uma dupla de artístas incríveis. Fotógrafos, designers, apaixonados por gatos, robôs e video games, eles abusam da criatividade e representam o que podemos chamar de futuro dos editorias. Além de fotos fantásticas, Reed e Rader combinam em seus trabalhos colagens, ilustrações, gifs animados e produzem videos curtos com uma edições bem bacanas, inovando cada vez mais em seus projetos.
seu trabalho pode ser visto em: Reed + Rader e acompanhado em Meowzas.
O estilo româmtico da vida no fim da década de 60. A elegancia, capa de veludo, botas e os chapéus. Gostaria que a qualidade das imagens fosse melhor. Mas elas são apenas um tempero, o video é realmente inspirados.
[via]
As macrotendências para 2010 exibidas no seminário da WGSN no Shopping Iguatemi.
Power of Changing
Sensory
Timelines
Fair & Square
[via mindset]
“O que Pina Bausch conta no palco e na plateia é um teatro que liberta todas as inibições, é festa, jogo, sonho, símbolo, recordação, antecipação, cerimônia. É um conforto que se destrói doce e insidiosamente, porque o que a gente quer é que toda essa harmonia, toda essa leveza, todo esse encantamento não acabe jamais e que a vida seja assim. ” FEDERICO FELLINI (Blog do Ronaldo)
[imagens: Alexandre Schneider/Oficina de Estilo ]
por Julio Honaiser para O Livreiro
Roupa é letra. A simples constatação que abre este post saiu da boca do estilista mineiro Ronaldo Fraga, que há muito se coloca como militante do hibridismo entre moda e cultura. É só a gente dar de cara com sua nova empreitada fashion – uma coleção de inverno inspirada na dança iconoclasta da coreógrafa alemã Pina Bausch – para perceber que estamos diante de um trabalho autoral e de um criador que foge de certa forma das amarras das repetidas “tendências”. Um homem que gosta de uma história e mais ainda de contá-las a seus clientes que obviamente estão atrás desse “enredo em tecido”. E que ontem, no tal desfile em homenagem a Pina Bausch, fez gente chorar na plateia do São Paulo Fashion Week com suas máscaras (colocadas na parte de trás da cabeça das modelos) e outros elementos que fogem da mesmice.
Aliás, humor, ousadia e crítica social têm sido características recorrentes nas coleções de Fraga – autor e ilustrador do livro Moda Roupa e tempo – Drummond e razão da biografia publicada pela editora Cosac Naiff, dentro da coleção Moda Brasileira. As histórias que o mineiro cisma em contar na passarela agregam um olhar particular e elementos regionais bem brasileiros. “Moda e literatura são dois instrumentos para escrever, contar a história. Considero a moda o registro mais eficiente do tempo que a gente vive. A roupa é uma página em branco e a escrita é de quem a está usando. Os nomes que prestei homenagem até agora – como a Pina Bausch – são figuras que trazem coisas muito caras ao tempo em que vivemos. A Pina, por exemplo, foi muito criticada por misturar em sua dança cinema, literatura e outras artes. Ao final de uma apresentação sua tínhamos a sensação de que víamos algo que transcende à dança”, explica o estilista, que já pôs na passarela do São Paulo Fashion Week, onde desfila desde 2001, mais de uma coleção inspirada na literatura.
Em 2006 foi a vez de Guimarães Rosa virar roupa, na coleção “A cobra ri – uma história para Guimarães Rosa”, que aproveitou o centenário da publicação de Grande sertão: veredas. Antes disso, bebeu da genialidade de Carlos Drummond de Andrade na coleção “Todo mundo é ninguém”. “Penso ser extremamente natural que por trás de uma moda exista literatura, exista pesquisa e muito estudo do contexto em que se vive. Posso fazer uma roupa muda. Tenho know how para isso. Mas quero que a roupa fale, grite, opine. Proponho com a minha roupa a construção divertida de um personagem e isso é muito literário”, observou.
Se o flerte (pra não dizer casamento sólido) de Fraga com a literatura já virou marca de seus 14 anos de carreira, também pode significar o insumo de criatividade de novos criadores, como é caso da estilista Thais Leão, que não abre mão da informação lúdica na hora de se pensar a coleção. Thais já foi buscar inspiração no romance O jardim secreto, de Frances Hodgson Burnett, e nessa temporada foi completamente “seduzida” pela insanidade do chá do Chapeleiro Maluco, um dos personagens do clássico Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll.

“O livro é doido, maluco, colorido, divertido. Tudo que um estilista quer”, brinca Thais, que acredita piamente na parceria entre moda e cultura. “No fundo o que eu tô quereno com as minhas criações é vender uma história. Mas não uma história seca, sem vida. Estou falando de uma moda poética, leve, lúdica, que toque na memória afetiva de que vai vesti-la. Uma moda com sentido. Acho até que me sinto, muitas vezes, ensinando meu cliente. É bonito de ver”, resume a estilista.
Sem optar pela literatura lúdica, a estilista Ana Magalhães, da Maria Bonita Extra, também realizou uma viagem, ao conseguir extrair magens doces e contidas de um clássico “pesado”: On the road, do beatnick Jack Kerouac. O resultado foi uma bela coleção na última edição do Fashion Rio.
*(Originalmente publicado em: http://olivreiro.com.br)
“É lugar comum dizer que o Alexandre Herchcovitch é o grande nome da moda brasileira, mas fazer o que, se ele não se conforma em fazer coisas comuns e banais? Nisto seu espírito “rebelde” é imutável.” (Ricardo Oliveros)
Herchcovitch desfilou uma coleção inspirada nos filmes do cineasta russo Sergei Paradjanov. Na passarela, pele falsa, cristais Swarovski, casacos militares e espirito cigano rendas e paetês, correntes e lenços.
[imagens: Alexandre Schneider/ Oficina de Estilo/Grão Imagem]





























































































