Elke Maravilha

Elke Maravilha é nome artístico da personagem que Elke Giorgierena Grunnupp Evremides interpreta há mais de 35 anos. Na verdade, Elke Giorgierena é nome da personagem que Elke Maravilha interpretaria se ela se limitasse a ser uma pessoa comum, com pontos de vista e atitudes comuns.Mas Elke é uma mulher transgressora,m excêntrica e irreverente.
“Não é um personagem?
Não, eu sempre fui assim. Não sei ser de outro jeito. Tudo na minha vida, na minha carreira foi acontecendo. Não escolhi nada, fui escolhida. Não programei nada e até hoje ainda não sei o que quero ser quando crescer.”*
Modelo, atriz e cantora, filha de pai russo e mãe alemã, Elke Maravilha veio para o Brasil em 1951. Foi naturalizada brasileira, mas perdeu sua cidadania após se manifestar contra a ditadura militar, tornando-se apátrida. Começou a sua carreira de modelo aos 24 anos, desfilando no Golden Room do Copacabana Palace para a grife de Guilherme Guimarães. A partir daí, Elke desfilou para importantes estilistas como Zuzu Angel, de quem se tornou amiga e Clodovil Hernandes.
Ela também é cantora, fez trabalhos para a o cinema e participou de programas de televisão, como jurada de calouros nos programas de Chacrinha e de Silvo Santos.
Foi o colunista social Daniel Más que lhe batizou com o nome artístico “Elke Maravilha”, graças ao seu estilo peculiar, sempre vestida com roupas coloridas, longas botas, perucas e maquiagem forte.
Elke é uma figura única e fantástica. Ela vive o que ela acredita, porque sabe que o grande truque está em viver a própria arte. “Perguntam-me como criei este estilo, este visual que me caracteriza. Digo que sempre busquei compor este jeito, claro que não era assim como agora, pois hoje a coisa é mais abrangente, com o tempo venho me descobrindo muito mais por dentro e colocando o que descubro para fora. Costumo dizer que sempre fui assim, só que com o tempo estou piorando! Na realidade, sempre fui um trem meio diferente, sabe? (…)Eu nunca quis agredir ninguém! O que eu quero é brincar, me mostrar, me comunicar”.
“… aos poucos fui me impondo, mesmo como manequim. No início fazia um pouco o jogo, porque também sei ser chique: fazer um cabelo convencional, uma maquiagem leve, etc. Mas aquilo para mim era fantasiar-me. Eu não sou aquilo! E o legal é que os próprios costureiros começaram a entrar no meu barato, entender o meu estilo e proposta estética e fazer roupas especiais para eu desfilar.”**




“Um dia (por volta dos 18 anos) eu acordei de manhã, fui no meu armário e vi que só usava preto. Eu pensei: “Nada disso”. Peguei uma calça e rasguei toda, botei uma meia roxa, enchi a cara de batom, desgrenhei o cabelo e fui para a rua. Levei porrada (de pessoas que se incomodaram com sua aparência). Meu dente entrou pelo lábio, tenho a marca até hoje. Fui parar no (hospital) Miguel Couto. Mas pior foi tomar cuspida na cara, como aconteceu em Ipanema. É difícil ser a primeira, a ousar, a usar esse visual. Atualmente não assusto mais, mas tem gente que acha que sou travesti. Agrado as minorias. Inclusive sou madrinha dos presidiários.” *




*Citações e imagens: *Revista ISTO É Gente, Ed. 363 **http://www.elkemaravilha.com.br Ego











Adorei o post,Mônica!Elke é um assunto óóótimo!
bjs!
aaaaah primeiro vim agradecer seu comentário amei e obrigada, segundo a Elke é musa , essa sim tem a alma livre, por que gostar de coisas diferentes incomodam as pessoas, a unanimidade é um tédio, eu queria muito que as pessoas daqui entendessem que vc é livre pra gostar do que quiser , por que é tão dificil? acho tudo muito fake em relação a ousadia limitada das pessoas daqui eu fico azul de enjoo quando vejo os blogs que escrevem sobre moda , no final são um bando de vendidos e só postam coisas por que acham que é novidade . adorei seu post sobre a Elke, é bem merecido acho ela belissima! e Obrigada de novo fico feliz que temos afinidades beijos
Adoro esta mulher! Tenho feito retratos dela em arte computacional. Quero mandá-los para ela. Preciso de seu e-mail. Por favor, consigam-me isso! Abraço, Asteca