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SPFW PREVIEW Desfiles: parte I

17 janeiro, 2009

Mal acabou a ressaca fashion da semana de Moda do Rio, o Rio Fashion e fashionistas, jornalistas e logistas já estão de olho na 26ª edição da SPFW- São Paulo Fashion Week, que começa neste domingo, 18 de janeiroe vai até o dia 23 de janeiro.

E todos querem saber: “Quais os estilos que vão despertar desejo? Que novas combinações de cores e tecidos irão instigar o olhar? Quais os detalhes que vão fazer toda a diferença? Será um comprimento, um conceito inovador, uma silhueta?”(*)

Sendo assim, o portal SPFW liberou uma prévia do que os estilistas irão mostrar nas passarelas e o que veremos nas vitrines enas ruas na próxima temporada.

A seguir o preview de outono-inverno de 21 estilistas participantes do SPFW, feito por Matheus Evangelista.

FAUSE HATEN

“A coleção tem um perfume tribal, mas a linha-mestre é o amor e suas variações”, diz o estilista. “Li muito sobre o assunto, na tentativa de compreender como a relação do indivíduo com o mundo pode se tornar mais harmoniosa”.

Dividido em três partes, o desfile começa falando do amor sofrido, dolorido e sufocante, representado por tons escuros (marrons, vinhos e roxos), formas grudadas no corpo e detalhes de amarrações.

Na segunda parte entra em cena o amor intenso, colorido e explosivo. As formas são arquitetônicas, o vermelho funciona como cor-símbolo e as rendas e os diamantes adornam as peças.

A terceira e última parte trata do amor romântico, tranqüilo e leve com tons claros, como o branco, champagne, pêssego, bege e amarelo. As formas podem ser tanto ajustadas quanto amplas, o denominador comum é a leveza.

A apresentação terá trilha sonora a cargo Orquestra Sinfônica de Heliópolis e acontecerá na Sala 2 e não mais na área externa do Parque do Ibirapuera.

OSKLEN

INSPIRAÇÃO = ARTE + CIÊNCIA + FILOSOFIA.
Esta é a equação que define a coleção da Osklen, intitulada “Rising Collection”. Para Oskar Metsavaht, “o homem contemporâneo é um ser que funde em si moda, ciência, filosofia e arte, um misto de artista com cientista”. Filosofia à parte, na passarela isso se traduzirá em construções experimentais, geométricas e oversize feitas, principalmente, em moletom. Couro ecológico, couro natural, tricô orgânico, seda, veludos, algodão e lã são os outros materiais utilizados.

MARIO QUEIROZ

Desconstruir o homem, propondo uma nova silhueta com formas mais orgânicas é a proposta de Mario Queiroz. Sua cartela de cores é sóbria: marrons, verdes, cinzas e berinjelas se fundem em tecidos de algodão com fio tinto, em gramaturas, construções e texturas diferenciadas. Para complementar os looks, o estilista sugere anéis, pulseiras e pingentes em ouro velho, além de cachecóis e meias confeccionadas com lã artesanal.

PRISCILA DAROLT

A estética dos frascos de perfumes antigos –como Chanel Mademoiselle, Burberry e Baccarat, que a estilista encontrou em antiquários— serve de base para a construção dos looks. A utilização da alfaiataria é o outro fio condutor da coleção, que terá ainda plissados em escama e babados. “É uma coleção feminina com perfume masculino, ou vice-versa, uma coleção masculina com perfume feminino”, brinca Priscila.

COLCCI

O mundo dos colecionadores é o ponto de partida da Colcci. A marca pretende desvendar o mistério dessas pessoas, aparentemente normais, que cultivam o hábito de reunir objetos de diversas naturezas. Para isso, a estilista Jessica Lengyel brinca de juntar materiais tecnológicos –como o neoprene e o náilon—às peças, mesclando o antigo e o moderno.

O carro-chefe é, mais uma vez, o jeans que nesta temporada vem em versão raw, sem nenhum tipo de tratamento, shape bem seco, linhas de alfaiataria e botões em estilo militar. As cores são: preto, branco, jeans raw blue e black.

RONALDO FRAGA

O estilista é expert em emocionar a platéia com suas apresentações –a que foi dedicada à estilista Zuzu Angel e a que homenageou Nara Leão são alguns exemplos– e desta vez não deve ser diferente.

O tema central da coleção é a sensação de abandono e desamparo, desenvolvido à partir do espetáculo teatral ‘Giz’, criado por Álvaro Apocalypse em 1988. No ano passado, Beatriz Apocalypse, filha do autor, decidiu remontar o projeto e o figurinista escolhido, como podemos adivinhar, foi Fraga.

A cartela de cores é restrita a branco, preto e cinza, e as formas, “as que o corpo pede”, segundo o estilista. Um dos materiais usados é o tyvek, uma espécie de papel resistente e sintético.

DO ESTILISTA

O estilista Marcelo Sommer olhou para a Holanda para preparar seu inverno 2009. Com uma cartela de cores minimalista –apenas branco e azul—Marcelo, que adora decoração, viu nas curvas dos mobiliários de origem holandesa a inspiração perfeita para esta temporada. Resgatou o charme dos azulejos e dos moinhos típicos do país, transformando-os em estampas.

LINO VILLAVENTURA

Um dos estilistas mais esperados do SPFW, Lino Villaventura costuma ser arredio na hora de antecipar inforrmações sobre seu desfile. Apesar disso, ele nos presenteou com um croquis exclusivo e algumas dicas sobre a coleção: “meu desfile vai ter um clima misterioso e chique“, disse.

As silhuetas serão sinuosas, com formas lapidadas. As cores variam entre preto, vermelho, ferrugem, ameixa e roxo. Os tecidos contam com a nobreza da seda em quase todas as suas composições: tafetá de seda, tule de seda, organza e gaze de seda pura, jérsei de seda, malha de algodão, tricoline e jaquard de seda.

IÓDICE

O futurismo se encontra os anos 80 na coleção da Iódice, baseada no filme “Blade Runner”, de Ridley Scott. Peças de alfaiataria, cintura marcada, silhueta slim e ombros marcados dão força e feminilidade à mulher da marca. Tecidos clássicos –como gorgurão de seda e lã 120– fazem mash-up com os tecnológicos e laminados.

2ND FLOOR

A marca mais jovem da Ellus vai mostrar uma coleção inspirada em aviadores e suas tradições. Uma das surpresas é a trilha do desfile: o pianista Vitor Araujo –pernambucano de 18 anos que é considerado um prodígio—se apresentará ao vivo. O rapaz começou a tocar aos nove anos no Conservatório Pernambucano de Música e ganhou fama ao misturar música erudita com música contemporânea, como Heitor Villa Lobos e Radiohead, por exemplo. Na trilha da 2nd Floor, Vitor vai tocar uma composição dele –lançada em seu primeiro disco no ano passado– e Nirvana, já que a coleção também possui uma inspiração no grunge.

FÁBIA BERCSEK

A estilista se inspira na lenda indígena sobre o surgimento da planta aquática Vitória-Régia: “certa noite, uma jovem índia que sonhava em se transformar em estrela, ficou tão fascinada com o brilho da lua refletido em um lago que mergulhou nas águas profundas e desapareceu para sempre. A lua, comovida com aquele gesto de amor, transformou a índia em uma linda espécie de flor, que flutua sobre a superfície das águas de rios da Amazônia”.

ERIKA IKEZILI

Como de hábito, a estilista apóia seu trabalho em referências orientais. As influências da vez são a arte do furoshiki –que consiste em embrulhar presentes e objetos com tecido—e o trabalho delicado da artista coreana Amy Sol.

OESTUDIO

A coleção do coletivo OEstudio foi batizada de ‘Fashionz’olhos’, e segundo o press-release: “trata-se de uma viagem ao inimaginável mundo da cegueira que persegue todos nós e que gerou a crise mundial, descrita no livro ‘A Grande Bolha de Wall St.’, de Paulo Rabello de Castro, a Cegueira Social”.

Para se aprofundar no tema, o time de estilistas fez um workshop com o Instituto Benjamin Constant, instituição especializada na educação e reabilitação de deficientes visuais. O resultado irá se traduzir em roupas sonorizadas, macacões inteiriços que podem ser vestidos sem erro de combinação de cores e peças com modelagens iguais na frente e nas costas. A única estampa da coleção será a que mostra um umbigo.

ELLUS

Conhecida pela excelência do seu jeans, a Ellus olha para o passado e conta a história dos trabalhadores que criaram a famosa calça, à partir da necessidade de ter uma vestimenta de tecido resistente que aguentasse o tranco no dia-a-dia de atividades pesadas. Outros destaques: estampa xadrez, roupas femininas inspiradas no guarda-roupa masculino, modelagens mais soltas ao corpo, botas inspiradas em galochas industriais.

A cenografia deve surpreender novamente (lembra do aquário gigantesco usado na passarela do verão 2009?), haverá uma projeção interativa criada por Sylvia Jorge, Marcelo Arteiro e Lucas Dupin. Atenção: a grife fará duas apresentações, a primeira para a imprensa e a outra apenas para convidados, na quarta-feira (21.01).

WILSON RANIERI

Ranieri seguirá com seu estilo delicado e sutil feito com modelagens construídas em moulage. As tonalidades eleitas incluem ouro, areia, lilás e rosáceos, cinza, vermelho e mostarda. Um mix de flores secas será a única padronagem, em versão sépia e colorida. Entre os tecidos, destaque para os fassonês, sarjas, gabardines, telas e um tear mais pesado nas fibras: seda pura, misturas de seda com lã, seda com algodão, tule microespinha de peixe, lã paetizada. Chapéus de feltro e sandálias em fios de seda completam os looks.

V.ROM

Batizada de ‘Hippie Rock’, a moda da V.Rom deve vir bem urbana e cheia de referências duplas: do orgânico e artesanal ao sintético e subversivo. Itens icônicos como o paletó de três botões, o colete e as padronagens de lã pied du poule , serão retrabalhados com
elementos tecnológicos ou incomuns, como as escamas de peixe. A cartela de cores terá: cáqui, marrons, preto e branco, além de experimentações com o dourado, verde folha e vermelho mercúrio.

SIMONE NUNES

A instabilidade do clima vai marcar presença na passarela de Nunes de maneira bem humorada: peças pesadas vão ganhar cores e estampas que são a cara do verão.
Batizada de ‘Inversão’ a coleção tem como tonalidades principais o cinza, o marinho e o preto. Sobre elas, surge uma explosão de cores tropicais, em estampas de coqueiros, tucanos, araras, hibiscos, bicos de papagaio e folhas de bananeira.

A trilha sonora e o cenário devem chamar a atenção: o grupo áudio-visual Embolex fará projeções que interagem com o som. “Em um momento do desfile, vamos ver a imagem de um pássaro. Os movimentos dele geram sons, que se transformam na trilha sonora”, diz um de seus integrantes.

UMA Raquel Davidowicz

Raquel Davidowicz olha para a simplicidade do campo e para a tecnologia urbana para idealizar seu inverno. Apesar da dualidade entre o rústico e o high-tech, a estilista não abre mão do viés esportivo que caractereza a marca. Alguns pontos importantes: vestidos leves com pregas, tops com detalhes nos ombros, tachas, coletes e muita alfaiataria.

ANDRÉ LIMA

“A coleção não tem um tema específico, fui simplesmente juntando idéias que me agradam”, disse o estilista, em entrevista por telefone. O quadro “Miss Wong”, do pintor russo Repro Tretchikoff e o filme “Amor à Flor da Pele” de Wong Kar-Wai, por exemplo, são duas dessas idéias e aparecem de forma muito sutil, em estampas.

“Senti vontade de trabalhar com tecidos que nunca tinha usado antes, mais foscos, como a lã 120 e o tule. Também usei crepe romain, organza de seda e algodão”, completa. Apesar de não definir uma silhueta única, o estilista aponta como as peças fortes: a saia-lápis e os vestidos longos com um toque de estilo masculino.

“Não quero parecer arrogante, mas me sinto mais maduro, sem tanta necessidade de ‘adjetivos’, como as estampas, por exemplo. Sinto que a cada estação posso mudar completamente de direção, mas consigo manter a mão.”

GLORIA COELHO

“Minha coleção é inspirada no Museu Albertina de Viena”, contou a estilista, enigmática e misteriosa como sempre. A instituição é conhecida mundialmente pela importante coleção de artes gráficas –são mais de 50 mil desenhos e um milhão de gravuras, do período gótico até os dias de hoje. Não sabemos, no entanto, se Gloria Coelho dirigiu seu olhar para alguma das exposições em cartaz, para a arquitetura do museu –um belo palácio do século 18, em estilo neo-clássico—ou para sua decoração suntuosa. O mistério será desvendado na próxima sexta-feira (23.01).

MARIA GARCIA

Camila Cutolo, estilista da marca mais jovem da Huis Clos, conversou com o portal SPFW e liberou informações interessantes que soaram como música em nossos ouvidos. É que as letras das músicas dos Smiths –banda inglesa que fez muito sucesso nos anos 80 e 90— vão servir de base para a coleção. Além disso, sabemos que as formas não são datadas e têm muitas pregas. Ideal para vestir ouvindo “Suedehead” –disco solo do Morrissey, ex-vocalista dos Smiths— seja na sala de desfile ou em casa, em fita K7. É que o convite da Maria Garcia veio na forma da fitinha magnética retrô.

NEON
Os estilistas Dudu Bertholini e Rita Comparato, que também são responsáveis pelo estilo da Cori, escolheram para como temática para sua grife, ‘o baile’, sem revelar mais informações. Ah, o doce mistério da moda… só saberemos do que se trata no último momento do último dia!

*de: Matheus Evangelista
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2 Comentários leave one →
  1. 18 janeiro, 2009 2:56 am

    Super esperando!!! 😀

  2. 5 fevereiro, 2009 1:54 pm

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