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Falando na crise: Exportações de têxteis caem pela metade

18 fevereiro, 2009

São Paulo vê exportações de têxteis caírem 49% e importações chinesas aumentarem 48,6%

O setor têxtil e de confecção paulista fechou o primeiro mês de 2009 com um déficit de US$ 47,2 milhões em sua balança comercial. Foram importados US$ 66,9 milhões em produtos têxteis contra US$ 19,8 milhões exportados. Apesar do câmbio favorável, os resultados de janeiro ainda não refletem, seguindo a lógica cambial, a redução nas importações e nem o aumento das exportações. Para se ter uma idéia, a China (principal mercado de importações brasileiras) enviou ao País, no primeiro mês do ano, 48,6% a mais de produtos têxteis e confeccionados do que em relação ao mesmo período de 2008. O aumento nas importações, apesar da crise, é resultado dos contratos fechados há seis meses. Portanto, compras feitas antes da crise tiveram seus produtos embarcados em novembro e desembaraçados pela alfândega brasileira em janeiro.

O Sinditêxtil-SP acredita que esse crescimento deva sofrer redução nos próximos meses. Já no caso da queda pela metade das exportações paulistas é explicado pela recessão dos EUA e pelas medidas protecionistas da Argentina, os dois principais destinos das exportações brasileiras de têxteis. “Após a crise, a China adotou uma estratégia de redução de preços como forma de manter as exportações. O Brasil é um país foco para escoar essa imensa produção. Esperamos uma redução no valor das importações, mas podemos ter uma surpresa no volume nos próximos meses. Por sua vez, outros países estão adotando medidas de protecionismo para dificultar a entrada de produtos estrangeiros, como medidas preventivas ao escoamento chinês. Nossas exportações já têm sentido essa barreira. Temos licenças de importação paradas na Argentina há mais de 60 dias” declarou Rafael Cervone, presidente do Sinditêxtil-SP.

O Sinditêxtil-SP reafirma que é preciso aproveitar o momento e mexer urgentemente na questão tributária para tornar os produtos mais competitivos. “O anúncio do governador Serra, semana passada, é positivo, pois inventiva os investimentos, mantém o mesmo deferimento para o ICMS paulista (de 18% para 12%) e ainda isenta o ICMS para compra de insumos que serão destinados a produtos de exportação (drawback paulista). Contudo, ainda vamos insistir na redução do ICMS para 7%” conclui Cervone.

Fonte: ABIT

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