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E agora? Que poderá nos ajudar?

3 abril, 2009

Quando o mundo está em perigo e encontrar uma solução rápida parece humanamente impossível, a humanidade recorre à força e bravura dos seus super-heróis… Bem, pelo menos é assim que deveria ser de acordo com as histórias em quadrinhos, as séries de TV ou nos filmes. Mas aqui no mundo real, nossos heróis são tão humanos quanto qualquer um de nós e mesmo que todos tenham depositado suas esperanças nas mãos de único homem, ele continuará sendo apenas um reles mortal, com defeito e limitações.

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Mas acontece que a crise está aí, assombrando todo mundo com sua cara feia e suas promessa de fazer tudo virar pó. Talvez um ou dois passos em falso e o capitalismo se enforque com a sua própria corda.

A moda não acontece num universo paralelo aos nossos problemas. Ninia, nina, não. E em um momento tão delicado, quanto este, grifes suspendem seus desfiles e outras optam por alternativas mais simples como um filme ou um outro evento mais em conta, mesmo que o slogan seja algo como “Fazer filme também custa caro” (Alexander McQueen).

Não é só o comportamento dos estilistas e das grandes grifes que está mudando, mas dos consumidores também. “A imprensa americana fala de um novo tipo de fashionista, o “recessionista”, e do fim da era “Sex and the City”, com personagens fanáticas por marcas.”*

A moda há muito tempo deixou de ser um luxo acessível apenas aos mais abastados. A sua democratização gerou um enorme aumento no consumo e fez da arte de fazer roupas um espetáculo à parte. Um espetáculo caro. “Além de debilitar as marcas, a crise também está colocando em xeque valores e hábitos da moda, na opinião da pesquisadora e jornalista Teri Agins, repórter especial do “Wall Street Journal”, (…) e autora de um importante livro, “The End of Fashion” (o fim da moda), sobre as mudanças na indústria, no marketing e no consumo nos anos 90.(…) Para Agins, acabou a época do consumismo exagerado e está entrando em cena a era da simplicidade e dos valores substantivos.” *

Atualmente vemos uma mudança de comportamento, iniciada por aqueles que à humanidade elegeu como heróis nestes tempos cinzentos, como a família Obama, o novo ícone do lifestyle norte-americano. Michelle é uma primeira-dama elegante, que alterna peças baratas com peças caras em seu guarda roupa, porém, nada de extremo luxo, sem abusos e absurdos.

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A era do consumo está vendo rachaduras surgirem nas paredes do seu império, porém não é o fim do luxo nem glamour, porque pessoas apaixonadas a eles sempre irão existir . Enquanto isso, na sala de justiça, ou melhor, nas passarelas, os grandes estilistas usam a sua inspiração para invocar alguns super-heróis. Quem sabe algum vigilante não apreça para enfrentar a Dona Crise, a grande vilã dos tempos modernos?

 

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A partir do topo à esquerda, um vestido Balmain, Zoë Saldaña em “Star Trek”; botas Nina Ricci e cenas de “Watchmen” e “Flash Gordon”.

superheroefashionTina Turner, à direita, em “Mad Max Beyond Thunderdome” e um olhar semelhante  de Karl Lagerfeld.

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“Great Gazoo” de Lagerfeld

[imagens via NY Times]

*Transcrito da FOLHA DE SÃO PAULO, Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009. Caderno Ilustrada, p. E5.

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