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Ao Dromedário Elegante

29 novembro, 2009

Os anos eram de chumbo e nas ruas uma revolução acontecia. Ela foi pichada, gritada, cantada e vestida.

Durante os anos de chumbo, a revolução saiu dos livros, atingiu as ruas e os guarda roupas. Com o movimento tropicalista em voga, era preciso um visual que combinasse com discurso nacionalista dos jovens militantes da época. “Além de uma revolução na música popular brasileira, o tropicalismo foi uma ampla revolução cultural no Brasil dos anos sessenta. Ao lado da experimentação musical, seus participantes apresentaram ao público um forte apelo visual em suas propostas. Influenciados por leituras de Marshall McLuhan, cujos escritos diziam que “o meio é a mensagem” e a roupa “é um prolongamento do corpo”, a imagem passava a ser tão importante quanto as idéias presentes em letras de música e declarações públicas.”(Tropicalia)

Foi a estilista mineira Regina Boni quem teve a brilhante idéia de casar musica, política e roupa lançando a marca Ao Dromedário Elegante. “Rejeitava-se a ditadura da moda rompendo-se as costuras e as pences. Era uma ruptura de comportamento: ruptura moral, política, sexual e social. Propunha-se liberdade de expressão, a busca de uma nova estética: da estética do amor. A roupa é uma linguagem”, enfatiza Regina. “Minha minissaia era quase na calcinha; usava veludo de seda, que era muito sensual, e muita coisa que encontrava em bazar e em brechós: plumas, bordados e lantejoulas. Não era uma moda cara.” (Regina Boni)

Inspirada pelas músicas do movimento tropicalista, Regina Boni vestiu artistas, militantes com alma de artístas e também os caras bonzinhos da jovem-guarda, como Roberto Carlos e Wanderléa e os nem tão bonzinhos assim, como o tremendão Erasmo Carlos.

“Tudo começou por acaso, quando ela fez o desenho das roupas de plástico para Caetano, “É proibido proibir” e para Os mutantes, “200I”, no festival da Record. A partir daí, integrada com o grupo, passou a fazer da moda seu instrumento de criação. Ela diz que faz antimoda, sem a preocupação do bonito e sem o menor compromisso com o chamado bom gosto. A roupa na sua concepção passa a ser uma linguagem importante porque se tornou “um prolongamento do corpo” (Mac Luhan).” (Tropicália).


[imagem: o globo]


[imagem: o globo]


Gal Costa.      Caetano e Gil no programa Divino Maravilhoso


Caetano, Gil e os Mutantes em 1968: É proibido proibir

Mais:

2 Comentários leave one →
  1. 2 dezembro, 2009 3:16 pm

    Tropicália rules!

  2. Mariana permalink
    4 dezembro, 2009 5:52 pm

    Olá,

    Estou tentando contatar o seu blog para assunto de anúncio no blog via o email indicado no contato, mas não estou conseguindo.

    Você teria outro email para contato?

    obrigada

    mariana

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