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Doces Bárbaros

23 março, 2010

os quatro “cavaleiros do pós-Calypso”

Em 1976, Maria Bethânia reuniu os amigos Gilberto Gil, Caetano Veloso e Gal Costa e juntos formaram um dos grupos musicais mais importantes da cena brasileira: os Doces Bárbaros. A idéia era comemorar os dez anos de carreira solo que cada um deles completaria naquele mesmo ano.

“Alto astral, altas transas, lindas canções… Nossos planos são muito bons.”

Vistos como invasores que tocavam música hippie/tropicalista os Doces Bárbaros não pode ser chamado de um  grupo, mas sim de uma celebração à brasilidade, à baianidade, ao afroaxé, ao naturalismo, à liberdade e à música. Com “roupas coloridas, cenários quase circenses, sombras chinesas, canções inéditas, algazarra estética e irmandade musical.” (Eduardo Logullo), o espetáculo trazia canções composta por Gilberto Gil e Caetano Veloso e também uma de Milton Nascimento (Fé cega, faca amolada) e outra de Milton Nascimento (Atiraste uma pedra).

A amizade dos quatro artistas começou em 1964, no espetáculo  Nós, por exemplo, “inaugurando o Teatro Vila Velha, em Salvador. Esse show marcou a estréia dos baianos no cenário artístico nacional. No mesmo ano fizeram o show “Nova bossa velha e velha bossa nova”, no mesmo teatro.”*

O encontro foi registrado em LP, Doces Bárbaros – Ao Vivo e também em um documentário dirigido por Jom Tob Azulay, Os Doces Bárbaros (1978). O show foi apresentado nas principais capitais do país.  Durante a ‘“invasão” do Rio de Janeiro pelos artistas baianos, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia foram apelidados de “baiunos” por um dos críticos de arte de um jornal local.”**

“Assistir ao filme Os Doces Bárbaros é quase um mergulho de volta aos anos 70. Impressiona a capacidade de improviso, que vai desde o figurino, criado pelos próprios artistas, à presença no palco. Há momentos dramaticamente intensos, mesmo para quem não aprecie a música, propriamente. A câmera de Jom Tob Azulay, completamente encantada com a performance de Maria Bethânia na canção Um Índio é um destes instantâneos.”***

“O filme possui um ar de urgência e vida, que reflete o momento transbordante, do ponto de vista artístico e experimentalista, que viveram Caetano, Gil, Gal Costa e Maria Bethânia, naquele ano de 1976. As falas gravadas pelo diretor mostram a ansiedade por entrar em cena, o tom de desafio que os artistas mantêm o tempo inteiro e um prazer de estar juntos, como talvez só um fã poderia registrar.”***




[imagens: reprodução]

Fontes:
*All About Arts
**Revista Fraude
***viva viver
Gal Costa

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4 Comentários leave one →
  1. 23 março, 2010 10:28 pm

    Brasil: rock ‘n’ roll capítulo um – psicodelia tropical-exótica.
    Gal e Bethânia em “Esotérico” é ou não é a coisa mais linda do mundo?

  2. Fábio k. permalink
    23 março, 2010 10:57 pm

    Trazidos d’África pra Américas de Norte e Sul tornaram-se os ancestrais, os pais do rock and roll. Rock and roll é isso!
    Bichogrila dái, que eu bichogrilo daqui.

  3. Beatriz Moreira Moraes permalink
    24 março, 2010 5:20 pm

    È barbaroooo, um grupo formadoo por quatro cantores que fizeram históriaa no nosso país ,nas nossas vidas ! Nossa como eu queria ter nascido nessa época e aproveitado maiss!
    Ainda bem que minha mae tem culturaa, e me mostrouu toda essa alegriaa! 😀

  4. rafael permalink
    2 agosto, 2010 7:38 am

    fe cega faca amolada eu acho incrivelllll………….

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