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oh, my ophelia

2 agosto, 2010

[Korean Vogue Girl – April 2007]

“Há um salgueiro que cresce inclinado no riacho
Refletindo suas folhas de prata no espelho das águas;
Ela foi até lá com estranhas grinaldas
De botões-de-ouro, urtigas, margaridas,
E compridas orquídeas encarnadas,
Que nossas castas donzelas chamam dedos de defuntos,
E a que os pastores, vulgares, dão nome mais grosseiro.
Quando ela tentava subir nos galhos inclinados,
Para aí pendurar as coroas de flores,
Um ramo invejoso se quebrou;
Ela e seus troféus floridos, ambos,
Despencaram juntos no arroio soluçante.
Suas roupas inflaram e, como sereia,
A mantiveram boiando um certo tempo;
Enquanto isso ela cantava fragmentos de velhas canções,
Inconsciente da própria desgraça
Como criatura nativa desse meio,
Criada pra viver nesse elemento.
Mas não demoraria pra que suas roupas
Pesadas pela água que a encharcava,
Arrastassem a infortunada do seu canto suave
À morte lamacenta.”

[Hamlet, Ato IV, Cena 7 – William Shakespeare]

2 Comentários leave one →
  1. 9 agosto, 2010 7:19 pm

    Olá Mônica, tudo bem?

    Meu nome é Bárbara e trabalho na agência Riot. Gostaria de falar com você sobre uma campanha. Meu e-mail é barbara@riot.com.br

    Obrigada e beijos!

  2. 11 agosto, 2010 2:12 am

    Que coisa mais linda!

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